quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Thanksgiving Day (Dia de Ação de Graças)

Por Edvaldo Tomé

O Dia de Ação de Graças, comemorado no dia 24 de novembro de 2016, conhecido em inglês como Thanksgiving Day, é um feriado celebrado nos Estados Unidos e no Canadá, observado como um dia de gratidão, geralmente a Deus, pelos bons acontecimentos ocorridos durante o ano. Neste dia, pessoas dão as graças com festas e orações.

Tanto nos Estados Unidos quanto no Canadá, o Dia de Ação de Graças é geralmente um dia em que as pessoas utilizam o tempo livre para ficar com a família, fazendo grandes reuniões e jantares familiares. É também um dia em que muitas pessoas dedicam seu tempo para pensamentos religiosos, cultos na igreja e orações.

O Dia de Ação de Graças é celebrado também com grandes desfiles e, nos Estados Unidos, com a realização de jogos de futebol americano (ótimo esporte, diga-se de passagem).

Mas o que as Escrituras dizem sobre Ação de Graças? Veja o que diz o Salmo 118.1:

"Dai graças ao Senhor, porque ele é bom; porque a sua benignidade dura para sempre." (AR)

O Salmista sugere que devemos render graças a Deus a todo o momento, uma vez que a sua bondade e amor é para sempre. 

Os norte-americanos separam um dia do ano para se reunirem e darem graças a Deus por tudo aquilo que Deus lhes concederam durante todo o ano. Para alguns ianques, o Thanksgiving é  mais importante que a festa de Natal.

E nós brasileiros? Reunimos nossas famílias e amigos para rendermos graças a Deus? Uma vez no ano, duas ou três?

Assim, ainda que seja viável o Thanksgiving Day (dia de ação de graças), deve estar incutido em nossas mentes a necessidade de rendermos graças ao Senhor todos os dias das nossas vidas, porque ele é bom e o seu amor dura para sempre!

Pensem nisso.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

O Julgamento segundo Deus

Por Edvaldo Tomé

Após a prisão preventiva do deputado cassado Eduardo Cunha, passei a refletir sobre o julgamento de Deus sobre o povo. Os aliados da Presidente afastada Dilma Rousseff atribuem como causa do impedimento da Presidente o suposto "golpe" (como acreditar em golpe se o instrumento é constitucional?), que teria sido manejado por Eduardo Cunha, após se desvincular da base aliada do governo.

Desta maneira, o discurso do "golpe" ganhou força, pois como pode o "sujo falar do mal lavado"? Que legitimidade Eduardo Cunha teria para dar início ao processo de impeachment sendo ele acusado de ter contas não declaradas na Suíça e por ter sido citado em delações e por presos na Operação Lava Jato?

Bom, em meio a toda essa discussão calorosa sobre golpe, legitimidade de atual governo e etc., vislumbrei a possibilidade de Deus estar julgando o seu povo (aqui, me refiro a nação brasileira, sem querer substituir, logicamente, Israel pelo Brasil). Há um episódio nas Escrituras em que Deus utiliza uma nação ímpia para julgar o seu povo escolhido. Ora, mesmo que a Assíria não tivesse legitimidade para tanto, Deus utilizou-se dos seus serviços para punir Israel, é o que eu percebo da leitura do capítulo 10 de Isaías, vejamos:

"Ai daqueles que fazem leis injustas, que escrevem decretos opressores,

para privar os pobres dos seus direitos e da justiça os oprimidos do meu povo, fazendo das viúvas sua presa e roubando dos órfãos!

Que farão vocês no dia do castigo, quando a destruição vier de um lugar distante? Atrás de quem vocês correrão em busca de ajuda? Onde deixarão todas as suas riquezas?

Nada poderão fazer, a não ser encolher-se entre os prisioneiros ou cair entre os mortos. Apesar disso tudo, a ira divina não se desviou; sua mão continua erguida.

"Ai dos assírios, a vara do meu furor, em cujas mãos está o bastão da minha ira!

Eu os envio contra uma nação ímpia, contra um povo que me enfurece, para saqueá-lo e arrancar-lhe os bens, e para pisoteá-lo como a lama das ruas.

Mas não é o que eles pretendem, não é o que têm planejado; antes, o seu propósito é destruir e dar fim a muitas nações.

‘Os nossos comandantes não são todos reis? ’, eles perguntam.

‘Acaso não aconteceu a Calno o mesmo que a Carquemis? Hamate não é como Arpade e Samaria como Damasco?

Assim como a minha mão conquistou esses reinos idólatras, reinos cujas imagens eram mais numerosas que as de Jerusalém e de Samaria,

eu tratarei Jerusalém e suas imagens como tratei Samaria e seus ídolos’ ".

Quando o Senhor terminar toda a sua obra contra o monte Sião e contra Jerusalém, ele dirá: "Castigarei o rei da Assíria pelo orgulho obstinado de seu coração e pelo seu olhar arrogante.

Pois ele diz: " ‘Com a força da minha mão eu o fiz, e com a minha sabedoria, porque tenho entendimento. Removi as fronteiras das nações, saqueei os seus tesouros; como um poderoso subjuguei seus habitantes.

Como se estica o braço para alcançar um ninho, assim estiquei o braço para apanhar a riqueza das nações; como os que ajuntam ovos abandonados, assim ajuntei toda a terra; não houve ninguém que batesse as asas ou que desse um pio’ ".

Será que o machado se exalta acima daquele que o maneja, ou a serra se vangloria contra aquele que a usa? Seria como se uma vara manejasse quem a ergue, ou o bastão levantasse quem não é madeira!

Por isso o Soberano, o Senhor dos Exércitos, enviará uma enfermidade devastadora sobre os seus fortes guerreiros; no lugar da sua glória se acenderá um fogo como chama abrasadora." Isaías 10:1-16

Pode até ser forçoso comparar Eduardo Cunha com o Reino Assírio e o nosso país à nação de Israel, mas a aplicação espiritual deste texto não pode passar desapercebida. Deus utiliza dos meios necessários para a repreensão do seu povo quando este não age da maneira em que deveria agir. A corrupção, embora seja endêmica não pode ser regra, devendo haver consequências para quem as pratica.

Ao que tudo indica, Deus está julgando o Brasil...

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Treze de Maio e o Preconceito Racial no Brasil

Por Ariovaldo Ramos

Treze de Maio é a data em que se comemora a assinatura da Lei Áurea pela Princesa Isabel. 
Deveria ser uma data festiva, uma vez que comemora a libertação dos escravos. Entretanto, as coisas não são bem assim. A alforria, de fato, foi concedida, mas não a libertação. Libertação não é só devolver ao escravo a sua liberdade, significa também proporcionar-lhe as condições necessárias para sua emancipação como ser humano. E isso, de fato, não aconteceu.

Para começar, não houve indenização. Depois de tantos anos — na verdade séculos — debaixo da escravidão o mínimo que se poderia esperar é que se concedesse ao ex-escravo a chance de recuperar sua dignidade, por meio da recuperação de sua condição de vida, de modo a desfrutar de uma condição econômica suficiente e necessária para garantir-lhe uma sobrevivência digna.

As Escrituras afirmam, em Lucas 10.7 que “o trabalhador é digno do seu salário”, mas isso sempre foi negado aos escravos, por razões óbvias. O problema é que mesmo após a abolição da escravidão, esse direito continuou a ser negado aos descendentes dos escravos.

A lei da vadiagem, que veio logo depois da Lei Áurea, exigia que o ex-escravo tivesse um lugar para morar. Se ele não tivesse moradia certa e endereço conhecido, era tido como vagabundo. Isso fez com que o ex-escravo se submetesse a uma situação que ficou conhecida como submoradia.

Não bastasse isso, os senhores de escravos, latifundiários e demais, sentindo-se traídos pela realeza, dormiram monarquistas e acordaram republicanos, o que tornou a proclamação da República um arremedo de transformação sociopolítica, uma vez que a lógica feudal foi mantida.

Desse modo, a nação passou a ter uma dívida moral, econômica e social para com os ex-escravos e seus descendentes. Ao mesmo tempo, desenvolveu-se no Brasil um não confessado, mal disfarçado e cruel preconceito racial não admitido e, portanto, não tratado, que permanece até hoje.

O primeiro movimento de resgate da dívida econômica veio com o advento das chamadas cotas raciais, que privilegiam os descendentes de escravos nos concursos públicos e exames vestibulares. É pouco para indenizar 380 anos de escravidão, mas já é um começo. Não podemos esquecer que foi graças à ausência de medidas indenizatórias por parte das políticas públicas, que os descendentes de escravos foram mantidos na pobreza e sem acesso aos meios necessários para sua emancipação socioeconômica.

A maior parte da população brasileira é composta por descendentes dos povos originários da África, que vieram para o Brasil na condição de escravos. Mas, é fácil constatar que essa maioria não tem acesso aos postos-chave, seja na atividade pública, seja na iniciativa privada.

Antes de ser uma data comemorativa, o Treze de Maio surge como um desafio à sociedade brasileira, para que se faça justiça àqueles que, por meio da força, contribuíram para o enriquecimento do Brasil.
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Ariovaldo Ramos, pastor na Igreja Reformada em São Paulo, membro do Conselho de Referência da Aliança Evangélica.
Publicado originalmente na Aliança Evangélica 

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Keith Green, compromisso com o Reino e com o seu próprio bolso?

"Keith Green estava no auge do seu "sucesso" quando começou a perceber que vender CD com músicas cristãs era comercializar o evangelho.

Ele era músico, vivia disso. Mas chegou um tempo que ele não mais suportou e cancelou o contrato com sua gravadora e resolveu fazer os seus próprios discos e dar ao invés de vender.

Em suas apresentações, ele dizia no final: "Quem quiser o meu CD, deixe o seu nome e seu endereço, que até 6 semanas eles estarão chegando em sua casa." Pela graça de DEUS ele foi sustentado, e não só ele, mas a família dele, e muitos cristãos desabrigados que ele colocava para morar dentro de sua residência. As pessoas ao receberem o CD doavam alguma coisa no que podiam, ou quando podiam. Por um CD do Keith já chegaram a pagar tanto 1 dólar, quanto 5 mil. DEUS o sustentou. DEUS é Fiel e não abandona seus filhos.

Enquanto uns se denominam verdadeiros adoradores dizendo que só canta se pagar 80 mil reais, eu vejo a total confiança de um servo que abriu mão de todo o conforto e segurança do dinheiro que recebia para depender tão somente da providência daquele que o havia chamado. Ele faria 60 anos hoje, mas aprouve Deus levá-lo com apenas 28 anos de idade em 1982, mas ele definitivamente deixou um exemplo a ser seguido.

"Fiel é aquele que vos chama, e ele também o fará." (1 Tessalonicenses 5:24)

(Fonte: Tulipa Reformada via Sinval Júnior)


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